Campanha contra o trabalho infantil em Guarujá já impactou mais de 350 pessoas neste ano

Celebrado em 12 de junho, o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil reforça a necessidade do engajamento coletivo na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Em Guarujá, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), desenvolve ações permanentes de conscientização, capacitação e fortalecimento da rede de proteção por meio das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI).
A iniciativa mais recente foi realizada na última terça-feira (9), no bairro Perequê, durante mais uma edição da Caravana AEPETI, que reuniu aproximadamente 150 participantes. O encontro contou com a presença de usuários, familiares, educadores e profissionais do Instituto Alimentando o Bem.
Somente no primeiro semestre de 2026, a Caravana AEPETI já alcançou mais de 350 pessoas, entre profissionais da rede socioassistencial, representantes das áreas de Educação e Saúde, conselheiros tutelares, lideranças comunitárias, integrantes de organizações da sociedade civil e famílias atendidas.
Os resultados refletem o trabalho desenvolvido em diferentes equipamentos e instituições do Município, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dos bairros Morrinhos, Enseada, Vicente de Carvalho e Santa Rosa, além da Casa de Assistência Integrada (CAI), da própria Sedeas, do Conselho Municipal da Juventude, da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Guarujá (APAAG), da comunidade de Santa Cruz dos Navegantes e do Instituto Alimentando o Bem.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, o enfrentamento ao trabalho infantil faz parte de uma política contínua e permanente de proteção às crianças e adolescentes do Município.
“Combater o trabalho infantil exige um trabalho constante de conscientização e fortalecimento da rede de proteção. Nossa atuação não se limita a datas específicas. Ao longo de todo o ano promovemos ações que envolvem profissionais, famílias e comunidades para assegurar que crianças e adolescentes tenham seus direitos garantidos e possam se desenvolver com dignidade, acesso à educação e oportunidades”, destaca.
De acordo com Rubens Paulo Ferreira Costa, integrante da gestão do AEPETI, as atividades buscam ampliar o conhecimento sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil, fortalecer a identificação precoce de situações de violação de direitos e mobilizar a sociedade em defesa da proteção integral de crianças e adolescentes.
Trabalho infantil não é o mesmo que Jovem Aprendiz
Durante a atividade realizada no Perequê, a Caravana AEPETI promoveu debates sobre os impactos do trabalho infantil e a importância da atuação conjunta entre famílias, sociedade civil e poder público na prevenção das violações de direitos e no fortalecimento da proteção infantojuvenil.
Para a chefe do Departamento de Proteção Social Especial da Sedeas, a informação é uma das principais ferramentas para enfrentar o problema. Ela ressalta que é fundamental diferenciar o trabalho infantil do Programa Jovem Aprendiz.
“A aprendizagem profissional é uma modalidade prevista em lei, que assegura direitos trabalhistas, qualificação profissional e a permanência do adolescente na escola. Já o trabalho infantil representa a exploração da mão de obra de crianças e adolescentes, comprometendo seu desenvolvimento físico, emocional e educacional, além de violar direitos fundamentais”, explica.
Ela observa ainda que muitas pessoas ainda enxergam o trabalho infantil como algo natural ou até mesmo benéfico. Por isso, as ações desenvolvidas pela Prefeitura têm como foco levar informação às comunidades, contribuindo para a identificação de situações de risco e para o fortalecimento da rede de proteção.
As atividades da Caravana AEPETI fazem parte de uma estratégia permanente de prevenção e combate ao trabalho infantil, baseada na disseminação de informações, mobilização social, articulação entre diferentes setores e fortalecimento da rede de garantia de direitos.
A Sedeas reforça que situações de trabalho infantil podem ser denunciadas de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de proteção dos direitos humanos.





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