Fila na Catraia: novo obstáculo diário para o trabalhador rumo a Vicente de Carvalho
- 7 de jan.
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Entre 17h e 19h, período de maior movimento, a travessia pela Catraia — embarcação que liga Santos ao bairro de Vicente de Carvalho, no Guarujá — tem se transformado em um verdadeiro desafio para os trabalhadores. Se a maré estiver alta, o problema piora: muitos precisam andar e atravessar parte do porto a pé. Em dias de chuva, o chão fica sujo e vira lama, tornando o trajeto ainda mais difícil. Além disso, há a necessidade de subir uma passarela mal planejada, sem elevador, o que representa um obstáculo para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A situação se agrava porque, no porto, não há espaço para atracar mais de uma catraia ao mesmo tempo, aumentando ainda mais a fila.
A alta demanda, somada à capacidade limitada das embarcações, faz com que o tempo de espera ultrapasse em muito os oito minutos da viagem. Para quem depende da Catraia, o trajeto que deveria ser prático e ágil acaba se tornando desgastante, especialmente após uma jornada de trabalho.
Moradores e usuários relatam que a situação tem impacto direto na rotina: atrasos para compromissos, estresse e até desistência da travessia em alguns casos. Muitos acabam recorrendo a alternativas como barca (que também tem seus problemas) ou carro pela rodovia, para evitar a espera.
A Catraia, símbolo tradicional da ligação entre Santos e Guarujá, hoje expõe a falta de investimento em infraestrutura e planejamento de transporte público na região. Sem reformas e adequações necessárias, o problema tende a se agravar, tornando a travessia um obstáculo diário para milhares de trabalhadores.





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