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Guarujá apresenta queda de 72% nos registros de dengue

3 de jun.
2 min de leitura
Dados são um comparativo entre o período de janeiro a maio em relação a 2025
Dados são um comparativo entre o período de janeiro a maio em relação a 2025

Guarujá registrou uma queda de 72,97% nos casos de dengue entre janeiro e maio de 2026. No período, foram contabilizadas 700 ocorrências da doença, enquanto nos mesmos cinco meses de 2025 o Município havia registrado 2.590 casos. O resultado é atribuído ao trabalho permanente realizado pela equipe de Combate e Controle às Endemias, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que desenvolve ações diárias de prevenção, monitoramento e conscientização da população.

A redução dos casos acompanha a melhora nos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti observada nos últimos anos. Em janeiro deste ano, o levantamento realizado pelas equipes apontou índice de infestação de 3,1%, o menor já registrado pelo Município no período recente.

O índice é calculado com base no número de imóveis que apresentam larvas do mosquito a cada 100 residências vistoriadas. A evolução dos dados demonstra uma tendência de queda: 8,5% em 2021, 9,7% em 2022, 6,5% em 2023, 4,7% em 2024, 4,1% em 2025 e 3,1% em 2026.

Os números também mostram um avanço expressivo em comparação aos anos anteriores. Nos cinco primeiros meses de 2024, quando Guarujá enfrentou uma das maiores epidemias da doença, foram registrados 8.003 casos. Em 2023, o total chegou a 940 ocorrências.

Entre as ações adotadas pela Prefeitura estão os mutirões de combate ao mosquito, realizados semanalmente, sempre às segundas-feiras, em regiões que apresentam maior incidência de focos. As equipes também promovem a instalação gratuita de telas em caixas d’água, realizam vistorias em locais considerados estratégicos, como ferros-velhos e estabelecimentos de reciclagem, além de inspeções frequentes em escolas, unidades de saúde e outros espaços de grande circulação.

O Município também utiliza o controle biológico por meio do peixe barrigudinho (Poecilia reticulata), empregado em reservatórios de água de grande porte. A espécie se alimenta das larvas do Aedes aegypti, contribuindo para reduzir a proliferação do mosquito de maneira sustentável e ambientalmente segura.

De acordo com a coordenação técnica da Vigilância em Saúde, os resultados demonstram a eficácia das medidas adotadas, mas reforçam que o combate à dengue deve permanecer constante. Segundo a pasta, a expressiva redução dos casos e a diminuição do índice de infestação indicam que as estratégias vêm alcançando resultados positivos, embora o trabalho de prevenção continue sendo prioridade em todas as regiões da Cidade.

A Secretaria de Saúde também destaca a importância da participação da população. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d’água devidamente fechadas e permitir o acesso dos agentes de endemias durante as vistorias, seguem sendo fundamentais para evitar novos criadouros do mosquito e garantir a manutenção dos avanços obtidos pelo Município.


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