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Guarujá reforça assistência à população em casos de emergências climáticas

14 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 16 de set.

Plano conjunto da Defesa Civil e Sedeas organiza atuação de 317 profissionais do SUAS no atendimento a famílias atingidas por enchentes, alagamentos e outras ocorrências
Plano conjunto da Defesa Civil e Sedeas organiza atuação de 317 profissionais do SUAS no atendimento a famílias atingidas por enchentes, alagamentos e outras ocorrências

Em situações de emergência, uma resposta rápida e organizada pode ser fundamental para proteger famílias afetadas. Com o objetivo de antecipar procedimentos e estabelecer responsabilidades antes da ocorrência de eventos extremos, a Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), em parceria com a Defesa Civil, elaborou o Plano Operacional Setorial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Situação de Calamidade.

O documento define as ações que deverão ser adotadas pela Sedeas nas fases de pré-emergência, emergência e pós-emergência em casos de enchentes, alagamentos, deslizamentos, ventos fortes, incêndios e interdições de imóveis. A medida busca tornar o atendimento mais ágil e estruturado, especialmente para pessoas e famílias que já se encontram em situação de vulnerabilidade.


Conforme o protocolo, a mobilização começa a partir da Defesa Civil, responsável pela análise técnica da ocorrência e pela definição dos territórios e espaços considerados seguros. Depois dessa avaliação, os gestores das secretarias envolvidas acionam as equipes necessárias.


Na área da Assistência Social, os 317 profissionais que integram a Sedeas poderão ser convocados de acordo com a proporção da emergência. Poderão participar da operação os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), unidades de acolhimento institucional, Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Segan), Casa de Assistência Integrada (Casa Cai) e outros equipamentos da rede de proteção social.


O atendimento às famílias começa com uma escuta qualificada, seguida da identificação das necessidades mais urgentes e do levantamento de situações que demandem cuidados específicos, como a presença de crianças, idosos ou pessoas com deficiência. Caso seja necessário deixar a residência, os moradores poderão ser encaminhados para abrigos provisórios indicados pela Defesa Civil. Dependendo da situação e das condições de segurança, escolas e quadras esportivas também poderão ser utilizadas como espaços de acolhimento.


Acompanhamento após a emergência


O plano estabelece ainda mecanismos para registrar as famílias afetadas, permitindo que elas continuem sendo acompanhadas mesmo após o fim da situação emergencial e que tenham acesso a outras políticas públicas.

Entre as ações previstas estão a inclusão ou atualização dos dados no Cadastro Único e a possibilidade de acesso ao Benefício Eventual na modalidade de auxílio para situações de desastre e calamidade pública, conforme os critérios estabelecidos.


O trabalho integrado também envolve as secretarias de Obras, Planejamento, Operações Urbanas e Educação. A pasta da Educação poderá disponibilizar unidades escolares e colaborar com a estrutura necessária para acolhimento e alimentação das pessoas atingidas.


Protocolo será atualizado


Elaborado a partir de janeiro de 2026, o plano teve suas equipes capacitadas em março. Atualmente, o documento passa por uma revisão para incorporar novas orientações relacionadas ao aumento de eventos climáticos extremos e às mudanças nos padrões de chuva.


A previsão é que a atualização seja concluída em outubro, seguida de uma nova capacitação dos profissionais. A expectativa é que o protocolo revisado comece a ser utilizado em novembro.


A criação do plano intersetorial considera também o histórico recente de ocorrências no Município. Em 2023, 418 pessoas afetadas pelas chuvas na região do Perequê receberam atendimento da Assistência Social. Além disso, o Plano de Contingência Municipal identifica 14 áreas classificadas como de alto risco, onde estão aproximadamente 2.054 moradias vulneráveis e 6.781 pessoas.


A proposta é garantir que, diante de uma nova emergência, o atendimento não precise ser organizado do zero. Com o protocolo, cada equipe terá previamente definido o momento de sua mobilização, suas atribuições e os procedimentos necessários para acolher e acompanhar as famílias atingidas.


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