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Na histórica Ermida do Guaibê, uma missa campal celebra e saúda o padroeiro.

  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura
Missa Campal - Dia de Santo Amaro
Missa Campal - Dia de Santo Amaro

Na última quinta-feira, 15 de janeiro, Guarujá celebrou o Dia de Santo Amaro, padroeiro da cidade, com uma missa campal marcada pela tradição e pela simbologia para a comunidade católica. O evento reuniu fiéis de diversas paróquias, além de autoridades municipais como o prefeito, o vice, a primeira-dama e representantes da comunidade local.

A celebração aconteceu nas ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê, capela erguida no século XVI no extremo norte da cidade e considerada uma das primeiras igrejas do Brasil. O ato litúrgico foi conduzido pelos padres Rangel Santos, da Paróquia Bom Jesus (Vila Zilda), e Carlos de Miranda, da Paróquia Cristo Rei (Pernambuco). Caravanas de fiéis vindos das paróquias Cristo Rei, Bom Jesus, Nossa Senhora de Fátima, Santo Amaro (Igreja Matriz) e São José, em Vicente de Carvalho, marcaram presença.

A Ermida, localizada às margens do Canal de Bertioga, tem forte valor histórico e religioso. Construída por José Adorno com pedras de sambaquis e óleo de baleia misturado a conchas, foi frequentada pelo Padre José de Anchieta, que ali celebrava missas e catequizava indígenas. O acesso ao local pode ser feito por trilha em área preservada da Mata Atlântica ou por via marítima.

Durante a missa, os padres relembraram o chamado “Milagre das Luzes”, episódio lendário atribuído a Anchieta e ocorrido na própria Ermida. Segundo a tradição, o padre costumava atravessar o Canal de Bertioga para rezar e evangelizar. Em uma dessas visitas, recusou o candeeiro oferecido pelo barqueiro, afirmando que não precisaria de iluminação.

Naquela noite, testemunhas no Forte São João, em Bertioga, relataram ter visto a capela iluminada por uma intensa claridade acompanhada de música celestial. No dia seguinte, ao ser questionado, Anchieta pediu que o fato fosse mantido em segredo enquanto vivesse. O relato só foi registrado oficialmente em 1602, após sua morte, e ficou conhecido como “Milagre do Resplendor e Música no Céu”, popularmente chamado de “Milagre das Luzes”. A história é narrada no livro Vida de Padre José de Anchieta, de Pero Rodrigues.


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