top of page
POSCAST BAIXADA NA TELA.png

Parque Ecológico de Mongaguá recebe autorização para funcionar como Zoológico e divulga a chegada de novas espécies.

  • 9 de jan.
  • 2 min de leitura
Pavo cristatus - Pavão Azul
Pavo cristatus - Pavão Azul

O Parque Ecológico de Mongaguá encerrou o ano de 2025 com uma conquista histórica: a licença oficial de Jardim Zoológico. O processo, iniciado em 2007, foi concluído após quase vinte anos de adequações às exigências técnicas e ambientais. Com essa certificação, o espaço deixa de atuar apenas como mantenedouro e passa a integrar o seleto grupo de instituições brasileiras autorizadas a desenvolver programas de conservação e intercâmbio de espécies.

Atualmente, o Parque abriga cerca de 500 animais entre aves, répteis, mamíferos e peixes. “Na região, por exemplo, contamos apenas com o Zoológico do Bargieri, em Itanhaém, e o Orquidário de Santos. Por isso, fazemos parte de um pequeno grupo de locais capazes de acolher animais que não podem mais retornar à natureza”, explicou o biólogo responsável, Daniel Bortone.

Segundo ele, o caminho até a liberação foi longo e repleto de desafios. “Houve muita burocracia, reformas exigidas pelo órgão ambiental e até a mudança da entidade fiscalizadora durante o processo — que antes era o Ibama e passou a ser a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo”, detalhou.

Novas perspectivas para a fauna

Com a licença, o Parque poderá receber animais vindos de outros zoológicos e centros de triagem (Cetas), além de participar de programas de reprodução de espécies ameaçadas. O espaço também se torna referência para pesquisas acadêmicas.

“Agora conseguimos contribuir de forma mais efetiva com a conservação, além de aprimorar os recintos e oferecer uma experiência mais completa ao público”, destacou Bortone. A expectativa é de aumento no número de visitantes conforme novos animais forem incorporados e os ambientes forem modernizados.

Entre as próximas novidades já confirmadas estão a chegada de macacos-prego e tucanos-toco, previstos para os próximos 15 dias em parceria com outras instituições.

Novos moradores já chegaram

Inaugurando essa nova fase, o Parque recebeu na última quinta-feira (8) um casal de faisões dourados, além de três pavões e seis marrecos, que já estão disponíveis para visitação. As aves foram doadas e, por serem consideradas domésticas pela legislação, não necessitam de autorizações específicas como ocorre com espécies silvestres.

Parentes próximos dos pavões, os faisões dourados são criados há séculos como animais domésticos e apresentam grande diversidade de cores. Sua dieta inclui sementes, folhas, frutas e insetos. Inicialmente, eles permanecerão no viveiro interativo, passando por um período de adaptação junto a outras aves. Caso não se ajustem, poderão ser transferidos para outro recinto.

Todos os animais recebidos passam por avaliações e períodos de adaptação para garantir o bem-estar e a segurança. “Como já vêm de outras instituições, passaram por exames e quarentenas rigorosas. Ainda assim, ao chegar, respeitamos um novo período de adaptação e, se necessário, realizamos outra quarentena”, explicou o biólogo.

Visitação

O Parque Ecológico de Mongaguá está aberto ao público de terça a domingo, das 9h às 17h (com bilheteria até as 16h). Localizado na Avenida Governador Mário Covas Júnior, 10.410, em Agenor de Campos, o ingresso custa R$ 10,00. Idosos e estudantes pagam R$ 5,00 mediante comprovação, enquanto crianças até 7 anos e pessoas com deficiência (com direito a um acompanhante) têm entrada gratuita.


Comentários


bottom of page