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Servidores municipais participam de capacitação sobre Imigração e Refúgio

  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura
Encontro foi promovido pela Pastoral da Mobilidade Humana em parceria com o ACNUR, órgão da ONU – Organização das Nações Unidas
Encontro foi promovido pela Pastoral da Mobilidade Humana em parceria com o ACNUR, órgão da ONU – Organização das Nações Unidas

A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci), participou na última segunda-feira (23) de uma formação sobre Imigração e Refúgio. O encontro foi promovido pela Pastoral da Mobilidade Humana, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), e realizado na Paróquia Nossa Senhora das Graças, Igreja Matriz de Vicente de Carvalho. Servidores da Sedhuci e de outras secretarias municipais estiveram presentes.

Durante a capacitação, foram discutidos conceitos fundamentais sobre migração e refúgio, os direitos das pessoas migrantes e refugiadas, o cenário regional e seus desafios atuais, além de estratégias de acolhimento e integração local. O objetivo central é garantir proteção e promover a inclusão de imigrantes e refugiados na comunidade.

A Pastoral da Mobilidade Humana acompanha cerca de 120 imigrantes na região, que enfrentam diversas necessidades, como acesso a alimentos, fraldas, medicamentos, além das barreiras linguísticas e culturais. A Congregação das Irmãs Scalabrinianas, que atua junto à Paróquia Nossa Senhora das Graças, também participou da formação.

Refugiados residentes em Guarujá estiveram presentes, entre eles Victória Jordan, advogada venezuelana, e Louinel Auguste, empresário haitiano. Ambos destacaram a dificuldade com o idioma como um dos maiores obstáculos, ressaltando que o domínio da língua local facilita a integração e abre novas oportunidades.

Sobre o ACNUR

O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, é uma organização internacional criada em 1950, após a Segunda Guerra Mundial, com a missão de salvar vidas, proteger direitos e assegurar um futuro digno para pessoas forçadas a deixar seus lares em razão de guerras, perseguições e violações de direitos humanos. Ao longo de sua trajetória, já apoiou mais de 50 milhões de pessoas e recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz (1954 e 1981).

No Brasil, o ACNUR atua há mais de quatro décadas em parceria com o Governo, facilitando documentação, acesso ao trabalho, educação e integração socioeconômica. Também oferece abrigo, alimentos, água, medicamentos e assistência emergencial em crises, além de trabalhar em soluções duradouras como integração local, repatriação voluntária ou reassentamento em outros países.

Segundo dados da agência, o Brasil abriga atualmente mais de 731 mil pessoas em situação de deslocamento forçado, incluindo 140 mil refugiados reconhecidos de 121 nacionalidades, 68.132 solicitantes de refúgio e 522.975 pessoas em necessidade de proteção internacional, além de apátridas.


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