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Baixada Santista elimina quase 2 mil toneladas de resíduos da rede de esgoto

  • 23 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias


Entre janeiro e junho deste ano, cerca de 1.960 toneladas de lixo e gordura foram removidas das redes de esgoto, estações elevatórias e estações de tratamento da Baixada Santista, de acordo com a Sabesp. O volume é consequência, principalmente, do descarte inadequado de resíduos em vasos sanitários, pias e ralos, prática que compromete o funcionamento do sistema e pode causar extravasamentos nas vias públicas e retorno de esgoto para os imóveis.

Entre os materiais mais encontrados pelas equipes de manutenção estão cabelos, fio dental, cotonetes, preservativos, fraldas descartáveis, absorventes, embalagens plásticas e óleo de cozinha. Segundo a companhia, esses resíduos dificultam o escoamento nas tubulações, aumentam a necessidade de serviços de manutenção e elevam os custos de operação do sistema de esgotamento sanitário.

Apesar do volume expressivo — equivalente ao peso aproximado de 10 baleias-azuis, o maior animal já existente, que pode ultrapassar 200 toneladas e medir mais de 30 metros de comprimento — a Sabesp informou que houve redução na quantidade de resíduos retirada em comparação com o ano anterior. Em 2025, a média mensal era de 400 toneladas, enquanto no primeiro semestre de 2026 caiu para 327 toneladas por mês, representando uma redução de 18%.

Segundo o gerente de Manutenção e Serviços Operacionais da Sabesp na Baixada Santista, Andrenandes Gonçalves, embora tenha sido registrada queda nos números, o volume ainda é elevado e demonstra a necessidade de maior conscientização da população sobre o descarte correto dos resíduos. Ele ressalta que materiais descartados de forma inadequada bloqueiam o fluxo das tubulações, sobrecarregam o sistema e podem provocar transtornos como extravasamentos de esgoto nas ruas e retorno do esgoto para dentro das residências.

Óleo de cozinha é um dos principais causadores de entupimentos

A Sabesp destaca que o descarte de óleo de cozinha na pia está entre as principais causas de obstrução da rede. Ao esfriar, a gordura se solidifica e forma placas nas tubulações, reduzindo a passagem do esgoto. Em casos mais graves, a manutenção exige a abertura do pavimento para a substituição de trechos da rede.

A orientação é armazenar o óleo usado em recipientes adequados e destiná-lo a pontos de coleta. A companhia também recomenda que a caixa de gordura receba apenas a água proveniente da pia da cozinha e passe por limpezas periódicas.

Ligações irregulares agravam o problema

Outro fator que compromete o funcionamento do sistema é a ligação de águas pluviais à rede de esgoto, prática proibida pela regulamentação da Arsesp. Durante períodos de chuva, essas conexões aumentam o volume de água transportado pelas tubulações e favorecem ocorrências de extravasamento.

Para identificar irregularidades, a Sabesp realiza inspeções utilizando câmeras, testes de fumaça e corantes atóxicos. Quando são constatadas ligações inadequadas, as informações são encaminhadas às prefeituras, responsáveis pela fiscalização e pela aplicação das medidas cabíveis.

Atualmente, o sistema de esgotamento sanitário da Baixada Santista conta com 353 estações elevatórias e 18 estações de tratamento. Todo o material retirado durante os serviços de limpeza é destinado a aterros sanitários licenciados, em conformidade com a legislação ambiental.


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