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Condomínio de Santos registra casos de doença após água ser contaminada por esgoto

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Moradores de um condomínio localizado em Santos, no litoral paulista, foram orientados a interromper o uso da água da rede interna após a confirmação de contaminação das caixas d'água por esgoto. Segundo relatos de moradores, mais de 20 pessoas apresentaram sintomas como vômito e diarreia. A Vigilância Sanitária notificou o condomínio e determinou a adoção de medidas para regularizar a situação.

O problema ocorreu no Condomínio Edifício Brumar, situado na Avenida Presidente Wilson, no bairro Pompéia. Os moradores foram comunicados oficialmente sobre a contaminação no último sábado (4). Em nota, a Sabesp informou que realizou uma vistoria e não encontrou irregularidades no sistema público de abastecimento, atribuindo a contaminação a falhas nas instalações hidráulicas e sanitárias internas do edifício, cuja manutenção é de responsabilidade do condomínio.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirmou que a companhia confirmou o alto nível de contaminação da água durante a inspeção. Ela relatou que dezenas de moradores passaram mal e que, diante da situação, precisou recorrer à compra de galões de água mineral para beber, cozinhar e realizar atividades básicas, como escovar os dentes. Segundo a administração do condomínio, a expectativa é de que o abastecimento seja normalizado até sexta-feira (10).

Comunicados internos encaminhados aos moradores apontam que uma avaliação técnica identificou que a tubulação de esgoto do prédio, por se tratar de uma construção mais antiga, está em nível inferior ao das edificações vizinhas. Essa característica favoreceria o direcionamento de parte do esgoto da região para o sistema do condomínio, comprometendo o escoamento adequado.

Os documentos também informam que outras caixas d'água passaram a apresentar sinais de contaminação, incluindo odor característico de esgoto. Durante a inspeção, foi constatado ainda que o espaço onde estão instaladas as bombas e os reservatórios não possuía impermeabilização. De acordo com a análise técnica, essa deficiência permitia, há anos, vazamentos de água potável e, com o represamento do esgoto, ocorreu a contaminação da água armazenada.

Entre as medidas anunciadas pelo condomínio estão a avaliação da necessidade de acionar a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Corpo de Bombeiros, além da continuidade das tratativas com a Sabesp e da realização de estudos técnicos para definir as obras necessárias nas galerias e nos reservatórios.

Como medida preventiva, a administração orientou os moradores a não utilizarem a água da rede interna para consumo, preparo de alimentos, higienização de alimentos ou banho até que a qualidade da água fosse restabelecida.

Em nota, a Sabesp reforçou que a origem do problema está nas instalações internas do edifício e informou que prestou orientações técnicas à administração durante a vistoria.

Já a Secretaria de Saúde de Santos informou que a Vigilância Sanitária esteve no condomínio na segunda-feira (6), quando notificou a administração e determinou a apresentação de um novo certificado de limpeza e desinfecção das caixas d'água, além de um laudo comprovando a potabilidade da água e a realização dos reparos necessários nos reservatórios danificados. Segundo a pasta, o condomínio já iniciou as providências para atender às exigências.


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