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Fenômeno natural afeta operação e impede entrada de mais de 30 navios no Porto de Santos

  • 3 de jul.
  • 2 min de leitura

O nevoeiro que atingiu o litoral paulista entre quarta-feira (1º) e esta sexta-feira (3) interrompeu a entrada de mais de 30 navios no Porto de Santos. Ao todo, o canal de acesso ao maior porto da América do Sul permaneceu fechado por 20 horas e 15 minutos devido à baixa visibilidade, medida adotada para garantir a segurança da navegação.

Embora o prejuízo financeiro ainda esteja sendo apurado, especialistas avaliam que os impactos vão além do tempo de espera das embarcações na barra. A paralisação interfere em toda a cadeia logística, afetando cronogramas de atracação, operações portuárias e o planejamento das viagens.

Na quarta-feira (1º), o canal foi fechado das 7h05 às 8h35 e novamente entre 9h45 e 12h. Já entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), as restrições ocorreram das 3h50 às 14h e, posteriormente, das 18h20 até 0h40. Somados, os períodos de interrupção totalizaram 20 horas e 15 minutos.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, a suspensão das operações é determinada sempre que a visibilidade no canal de acesso fica abaixo dos níveis considerados seguros para a navegação.

Apesar de temporário, o bloqueio pode gerar reflexos que se estendem por vários dias. Isso ocorre porque a chegada de cada embarcação faz parte de um planejamento logístico elaborado com antecedência, que envolve atracação, carregamento e descarregamento de cargas, abastecimento, troca de tripulação e a continuidade das viagens para outros portos brasileiros e internacionais.

Grande parte desses navios opera em rotas contínuas há semanas ou até meses, passando por diversos terminais ao redor do mundo. Dessa forma, quando um porto deixa de receber embarcações por várias horas, cria-se um efeito em cadeia que altera toda a programação logística. Os prejuízos financeiros decorrentes da paralisação ainda estão sendo calculados pelos operadores.

Entenda o fenômeno

O nevoeiro é formado quando o ar úmido esfria até atingir o ponto de condensação, fazendo com que o vapor d'água se transforme em pequenas gotículas suspensas próximas à superfície.

No litoral paulista, esse fenômeno é comum durante o inverno, principalmente devido ao encontro entre o ar quente e úmido e as águas mais frias do oceano. Quando a visibilidade fica inferior a aproximadamente 500 metros, a navegação no canal de acesso ao Porto de Santos pode ser suspensa por motivos de segurança.

Além de impactar as operações portuárias, o nevoeiro também provocou interrupções nas travessias de balsas e barcas entre cidades da Baixada Santista nos últimos dias. Com a melhora gradual das condições meteorológicas, os serviços começaram a ser retomados, mas o fluxo de embarcações ainda depende da reorganização da fila formada durante o período de restrição.


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