Levantamento destaca Santos como a segunda cidade com menos perdas de água no Brasil

Santos alcançou o segundo menor índice de perdas de água na distribuição entre os 100 municípios mais populosos do Brasil. O dado consta no estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta terça-feira (2), com base em informações referentes ao ano de 2024. Segundo o levantamento, a Cidade registrou índice de perdas de apenas 5,35%, desempenho superior à meta prevista pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.
Com esse resultado, Santos ocupa a segunda colocação no ranking nacional, ficando atrás apenas de Suzano e superando outras 98 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Entre 2024 e 2025, o município recebeu aproximadamente R$ 12,5 milhões em investimentos, consolidando-se como referência em eficiência operacional e gestão dos sistemas de abastecimento de água.
O desempenho é resultado de uma política baseada em investimentos permanentes, modernização da infraestrutura e aplicação de tecnologias voltadas à identificação e redução de perdas. No período entre 2024 e 2025, a Sabesp destinou mais de R$ 2,8 bilhões para ações de combate ao desperdício de água nos municípios atendidos pela companhia em todo o Estado.
Além de Santos, a Sabesp se destacou nacionalmente ao posicionar seis cidades entre as 20 melhores colocadas do ranking. Também figuram entre os destaques Suzano, São Paulo, São Bernardo do Campo, Taubaté e Franca, todas com índices de perdas muito abaixo da média nacional, que atualmente ultrapassa 40%.
Os resultados fazem parte do maior programa de combate às perdas de água já realizado no setor de saneamento brasileiro. Até 2029, a companhia prevê investimentos próximos de R$ 9 bilhões em iniciativas voltadas à renovação de redes, digitalização dos sistemas, redução de perdas e incorporação de novas tecnologias.
Segundo a diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, a redução das perdas está entre as principais prioridades da empresa. Ela destaca que a companhia vem promovendo uma transformação estrutural baseada em investimentos, inovação tecnológica e inteligência operacional para ampliar a eficiência dos serviços, fortalecer a segurança hídrica e melhorar o atendimento à população.
Tecnologia como aliada
Para aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento, a Sabesp vem ampliando o uso de tecnologias inéditas no setor. Entre elas está a utilização de imagens de satélite associadas à inteligência artificial, capazes de identificar vazamentos subterrâneos que não são visíveis na superfície. A tecnologia reconhece a assinatura espectral do cloro presente exclusivamente na água tratada, permitindo localizar perdas ocultas com maior rapidez e precisão.
A companhia também está implantando veículos equipados com sensores e inteligência artificial para detectar irregularidades na rede em tempo real, além de válvulas inteligentes que ajustam automaticamente a pressão do sistema, reduzindo o risco de vazamentos e rompimentos.
Outro investimento importante é a instalação de 300 pontos de manobra remota, que permitem controlar segmentos da rede diretamente dos centros operacionais, tornando as intervenções mais rápidas e eficientes.
Na capital paulista, a modernização inclui ainda a substituição gradual dos hidrômetros convencionais por modelos inteligentes conectados à internet, ampliando o monitoramento do consumo e a identificação precoce de possíveis vazamentos.
Com a integração de tecnologias como satélites, inteligência artificial, sensores, hidrômetros inteligentes e sistemas remotos de operação, a Sabesp busca estabelecer novos padrões de eficiência no saneamento, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos e para a segurança do abastecimento em todo o Estado.
Tipos de perdas de água
As perdas de água fazem parte dos sistemas de abastecimento e não podem ser eliminadas completamente, mesmo em estruturas modernas e bem operadas. Elas são classificadas em dois grupos.
As chamadas perdas reais ou físicas ocorrem quando a água tratada é perdida ao longo da rede de distribuição, principalmente por vazamentos. Já as perdas aparentes ou não físicas acontecem quando a água é consumida, mas não registrada corretamente, seja por fraudes, ligações irregulares, furtos ou falhas na medição dos hidrômetros.





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