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Saúde de Santos amplia vigilância para prevenir casos de sarampo

  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Santos vai intensificar as ações de vigilância e prevenção contra o sarampo em toda a rede municipal de saúde. A decisão foi tomada após o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo emitir um alerta aos municípios em razão da confirmação de cinco casos da doença no estado.

Embora Santos não tenha registrado ocorrências de sarampo em 2026, a Secretaria Municipal de Saúde informou que reforçará os protocolos de identificação precoce, notificação imediata e adoção das medidas de prevenção e controle, tanto na rede pública quanto nos serviços privados.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fábio Lopez, o objetivo é garantir uma resposta rápida diante de qualquer caso suspeito.

"O foco é prevenir a doença e proteger a população. Mesmo sem registros de casos no município, estamos fortalecendo os protocolos de vigilância para que qualquer suspeita seja identificada e tratada com agilidade", afirmou.

De acordo com o alerta emitido pelo CVE, a confirmação de casos em outras cidades paulistas aumenta o risco de disseminação da doença para diferentes municípios. Por esse motivo, o órgão recomenda que os serviços de saúde ampliem a vigilância epidemiológica e mantenham atenção redobrada aos pacientes com sintomas compatíveis com o sarampo.

Vacinação continua sendo a principal proteção

A Secretaria de Saúde reforça que a vacina contra o sarampo está disponível em todas as policlínicas da rede municipal, seguindo o Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Até o momento, Santos permanece sem casos confirmados da doença em 2026. Entre janeiro e maio, a cobertura vacinal entre crianças menores de dois anos atingiu 88,09% para a primeira dose e 77,51% para a segunda.

Medidas reforçadas pela rede de saúde

Entre as orientações repassadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica e já adotadas pelo município estão:

  • Manter atenção a pacientes com febre e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular), associadas à tosse, coriza e/ou conjuntivite, principalmente quando houver histórico de viagem, contato com viajantes ou vínculo epidemiológico.

  • Adotar imediatamente o isolamento respiratório de casos suspeitos, reduzindo o risco de transmissão, especialmente em unidades hospitalares.

  • Garantir o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos profissionais de saúde.

  • Comunicar todos os casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica Municipal em até 24 horas.

  • Realizar a coleta de amostras clínicas conforme os protocolos estabelecidos.

  • Intensificar a conferência da situação vacinal de usuários e profissionais de saúde, promovendo a imunização sempre que necessário.

  • Reforçar que trabalhadores da área da saúde devem comprovar o esquema vacinal completo, com duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.

  • Orientar pacientes com suspeita de sarampo a permanecerem em isolamento domiciliar e informarem histórico de viagens e contatos recentes.

  • Manter comunicação rápida entre os serviços de saúde e a Vigilância Epidemiológica para facilitar a identificação precoce de casos, o rastreamento de contatos, a vacinação de bloqueio e a prevenção da disseminação da doença.


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