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Servidores públicos de Praia Grande decidiram entrar em greve após o impasse nas negociações sobre reajuste salarial

15 de abr.
1 min de leitura

Os servidores públicos municipais de Praia Grande, no litoral de São Paulo, anunciaram greve a partir da próxima sexta-feira (17), após não chegarem a um acordo nas negociações salariais entre sindicato e administração municipal.

Segundo o sindicato, no dia 7 foi encaminhado um ofício com contraproposta à Prefeitura, solicitando reajuste de 6,5% — acima dos 4,5% oferecidos pelo Executivo. Também foram incluídas reivindicações como aumento de 19,21% no auxílio-alimentação (de R$ 780,55 para R$ 930,55), concessão de abono indenizatório por desempenho equivalente a 60% do salário-base, além de benefícios como licença-prêmio, vale-refeição e plano de carreira.

A Prefeitura, por sua vez, informou que já aprovou junto à Câmara Municipal a revisão geral anual de 4,5% nos vencimentos e remuneração mínima dos servidores, destacando que o índice representa ganho real acima da inflação medida pelo IPCA nos últimos 12 meses. Atualmente, o município possui mais de 12.700 servidores ativos e cerca de 2.600 aposentados e pensionistas. Além disso, anunciou reajuste de 5% no cartão alimentação e a criação do Prêmio de Resultado de Metas para 2026, com pagamento previsto em março de 2027, condicionado ao desempenho da receita corrente líquida.

Sobre a paralisação, a administração declarou respeitar o direito constitucional de greve, mas informou ter obtido liminar judicial que determina a manutenção de 70% do efetivo em atividade, a fim de garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais.


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