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Sindicato recorre à Justiça devido a problemas no abastecimento de água em Santos

25 de set.
2 min de leitura

Atualizado: há 7 dias


O Sindicato dos Urbanitários da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (Sintius) acionou a Justiça contra a Sabesp e a Prefeitura de Santos em razão dos problemas registrados no abastecimento de água no município. A ação civil pública foi protocolada nesta quinta-feira (24) e encaminhada à 3ª Vara da Fazenda Pública de Santos.

De acordo com o sindicato, moradores de diferentes regiões da cidade enfrentam falta de água, baixa pressão e interrupções no fornecimento desde 11 de setembro. A entidade afirma que os problemas também prejudicaram comércios, escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos.


A Câmara Municipal de Santos também apresentou requerimentos recentes solicitando esclarecimentos sobre as interrupções e oscilações no abastecimento em bairros como Encruzilhada, Vila Belmiro, José Menino e Vila Mathias.

O Sintius relata ainda que moradores identificaram mudanças na coloração da água após a retomada do fornecimento. Diante disso, a entidade solicita a realização de análises para verificar a potabilidade e a divulgação dos resultados à população.


Entre as medidas solicitadas ao Judiciário estão a normalização do abastecimento e a adoção de ações emergenciais nas áreas afetadas, incluindo o fornecimento de água por caminhões-pipa. O sindicato também pede que hospitais, unidades de saúde, escolas e equipamentos de assistência social tenham prioridade no atendimento.

A entidade requer ainda a divulgação dos locais abastecidos pelos caminhões-pipa, dos volumes distribuídos, dos horários de atendimento e dos critérios utilizados para estabelecer as prioridades durante a crise registrada em setembro.


Outro pedido é para que a Sabesp apresente o plano de contingência utilizado para enfrentar o problema e preserve documentos e registros técnicos e operacionais relacionados ao episódio.


Em relação à Prefeitura de Santos, o sindicato solicita que sejam esclarecidas as medidas adotadas pelo município, incluindo ações de fiscalização, atuação da Defesa Civil e da Vigilância Sanitária e providências tomadas junto à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A Prefeitura de Santos informou que, até o momento, não foi oficialmente citada ou notificada sobre a ação judicial.


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