Passageiros do VLT reclamam de superlotação e falta de ventilação nos vagões da região.

Problemas no sistema de climatização e atrasos constantes têm afetado diariamente os passageiros que utilizam o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista. Apesar das reclamações feitas nas redes sociais e de denúncias formais, usuários afirmam que os transtornos continuam desde o começo do ano, obrigando milhares de pessoas a enfrentarem vagões superlotados e sem ventilação adequada.
De acordo com os relatos, nos horários de maior movimento o intervalo entre os trens pode passar de 20 minutos. Como consequência, as composições já deixam as estações completamente lotadas, comprometendo ainda mais o funcionamento do ar-condicionado.
Moradora de São Vicente, Thalita Farias utiliza o VLT semanalmente e conta que muitos passageiros improvisam formas de aliviar o calor dentro dos vagões.
“Todo mundo fica revoltado com a situação logo cedo, correndo até o risco de passar mal indo para o trabalho”, relata.
Usuários também afirmam que situações de mal-estar são frequentes durante as viagens. Segundo eles, é comum ver passageiros utilizando toalhas, leques improvisados e tentando permanecer próximos das poucas saídas de ar ainda funcionando. A assistente de comércio exterior Maria Eduarda Rozeno afirma já ter presenciado pessoas desmaiando dentro dos vagões e diz que também passou mal por conta da falta de ventilação.
“Estava todo mundo suando dentro do VLT. É uma situação completamente desumana”, desabafa.
Além da superlotação, passageiros criticam a falta de informações sobre falhas operacionais. Segundo os usuários, quando alguma composição apresenta problemas, muitas vezes não há avisos prévios nas estações ou dentro dos próprios vagões. Em muitos casos, trabalhadores acabam desistindo do trajeto e optando pelos ônibus para evitar atrasos no serviço.
Ainda conforme os relatos, os problemas se tornaram mais frequentes entre janeiro e fevereiro de 2026. Mesmo após diversas marcações direcionadas à EMTU e à Prefeitura nas redes sociais, passageiros dizem não ter recebido respostas concretas sobre os defeitos técnicos.
Para os usuários, a melhoria do serviço depende de uma manutenção contínua no sistema de climatização e da redução no intervalo entre os trens, evitando a superlotação.
Em nota, a concessionária BR Mobilidade, responsável pela operação do sistema, informou que realiza manutenção preventiva periódica e que uma das composições chegou a ser retirada de circulação após a identificação de falhas no ar-condicionado. Segundo a empresa, o vagão voltou a operar após os reparos necessários.
A concessionária também destacou que disponibiliza atendimento aos passageiros por meio da Central de Experiência do Cliente, acessível pela aba “Fale Conosco” do aplicativo Quanto Tempo Falta.





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